Seg, 23 de maio de 2011, 03:00

MEC concede nota cinco a curso de Arqueologia da UFS-Campus de Laranjeiras
MEC concede nota cinco a curso de Arqueologia da UFS-Campus de Laranjeiras

MEC concede nota 5 a curso de Arqueologia da UFS-Campuslar

Criado em 2007, o curso já conta com um mestrado e dá largos passos em busca de evolução curricular


O Ministério da Educação atribuiu nota máxima ao curso de Bacharelado em Arqueologia da Universidade Federal de Sergipe. A nota 5 (cinco) da avaliação pelo MEC foi a primeira nota máxima concedida a um curso de graduação da UFS e representa a excelência no ensino superior, atribuída após vistoria in loco da estrutura física, corpo docente e aspectos acadêmicos curriculares.


Para a professora Olívia Alexandre de Carvalho, coordenadora do curso de Arqueologia, a avaliação do MEC é o retorno de um trabalho conjunto entre o corpo docente e os próprios estudantes, que se mostram cada vez mais motivados com o curso. “Ficamos extremamente satisfeitos com a avaliação do MEC, uma vez que compomos um curso relativamente novo na universidade, num campus que não é o central, mas que desenvolve seu compromisso de forma ímpar, estimulando os alunos a conhecer os verdadeiros desafios da Arqueologia e fazendo com que os professores se sintam mais instigados a realizar pesquisas”, explicou a professora Olívia.


Criado em 2007, o curso de Arqueologia da UFS está sediado no Campus de Laranjeiras, intitulado Campus das Artes, e oferta cinquenta vagas anuais para o turno vespertino. Em novembro de 2010, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) aprovou o mestrado na área, atribuindo-lhe conceito 4 (o maior índice é 5), gerando oportunidades para a ampliação de pesquisas na área.


“Sem dúvidas, o conceito da graduação interfere no avanço da estrutura completa de um curso e acredito que estamos no caminho certo para essa evolução. Nosso objetivo é formar os estudantes e oferecer-lhes perspectivas de continuidade para que sejam inseridos no mercado de trabalho. Já conseguimos o mestrado e objetivamos um doutorado mais na frente”, salienta Olívia.


É esse avanço no currículo do curso que tem motivado a estudante Márcia Melo em relação aos estudos arqueológicos. “Foi muito gratificante entrar nesta graduação em 2010 e saber que já haveria uma possibilidade concreta de mestrado, que se consolidou ao mesmo tempo em que a primeira turma do curso estava se formando. Isso gerou possibilidades de crescimento profissional para quem estava saindo, tanto que muitos alunos saíram da graduação e logo ingressaram no mestrado. Para quem está no início, como eu, é uma motivação a mais para aprimorar o conhecimento, já que estamos diante de um curso tão novo e tão promissor”, salienta Márcia, aluna do 3º período de Arqueologia.


Arqueologia: um estudo além da escavação


As telas do cinema costumam remeter o trabalho do arqueólogo única e exclusivamente as escavações árduas e demoradas, entretanto é preciso muita – e muita mesmo – pesquisa e teoria antes deste estágio da profissão. Conhecer o sítio arqueológico antes de escavá-lo é de fundamental importância para o sucesso de um trabalho. Além disso, é preciso ter disciplina para não pular etapas de pesquisa.


“Os alunos têm essa imagem estereotipada do cinema e, logo no primeiro período já falam em escavar, escavar e escavar. Não é assim. Não se podem ultrapassar etapas de uma pesquisa nem de uma profissão”, explica a professora Olívia.


Ela diz ainda que, para ingressar na área, o aluno precisa ter certas características, tais como curiosidade, paciência e disciplina. “Tem que gostar muito de estudar e, sobretudo, ter paciência porque os frutos da Arqueologia vêm a longo prazo. A curiosidade também dá um complemento, já que é preciso querer saber sempre mais, ter essa necessidade”, completa.


Com essas qualidades, o arqueólogo desenvolverá sua principal tarefa, que é pesquisar através de escavações vestígios materiais de civilizações e culturas, preservando o patrimônio histórico e pré-histórico.


Em Sergipe, o curso é oferecido apenas na UFS e tem como disciplinas básicas: Fundamentos da Arqueologia, Metodologia Científica Aplicada, Geoarqueologia, Bioarqueologia e Patrimônio Arquitetônico.


Já com o diploma em mãos, o arqueólogo poderá optar por duas vertentes: a acadêmica e a que se conhece por Arqueologia de Contrato. A primeira tem como principal objetivo a pesquisa, estando ligada a mestrados e doutorados. A segunda visa analisar áreas de construção em sítios arqueológicos, estando ligada a trabalhos em obras de prefeituras, governos e outros. Há ainda, claro, a possibilidade de ensino em salas de aula.


“Cada construção feita em lugares de preservação histórica precisa da assinatura, do consentimento, de um arqueólogo. É ele quem vai dizer se há a necessidade de fazer um salvamento dos vestígios arqueológicos. Normalmente, associamos tais decisões aos profissionais da Biologia e da Engenharia, mas estamos diante de um trabalho conjunto e necessário e um arqueólogo é de fundamental importância neste processo”, afirma a professora Olívia.


Conheça o Núcleo de Arqueologia da UFS


Jéssica Vieira
Comunica@ufs.br



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